quinta-feira, 25 de março de 2010

Google Summer of Code 2010

Segunda-feira, 29 de março de 2010, inicia o período de inscrição para os alunos que desejam participar do Google Summer of Code (GSoC) 2010. Os estudantes selecionados trabalham em projetos de software livre sob a supervisão de um mentor e, ao final de 3 meses, recebem US$5.000,00 caso tenham finalizado o projeto com sucesso.
Para se inscrever, o aluno deve selecionar a organização mentora com a qual deseja trabalhar e se candidatar para um dos projetos sugeridos por ela ou, ainda, propor um novo projeto.
Ano passado fui mentora da organização "The ns-3 Network Simulator" e, ao final do GSoC, tive a chance de participar do encontro de mentores na matriz da Google em Mountain View. Um dos tópicos discutidos nesse encontro foi: como atrair mais mulheres para as próximas edições do GSoC? Deu para perceber que as organizações mentoras tem grande interesse em ter mais mulheres participando dos seus projetos, pois entendem a importância de se ter equipes de trabalho mistas.
Nas últimas edições, o Brasil foi um dos países com o maior número de alunos selecionados. Vamos manter essa estatística e também contribuir para o aumento no número de mulheres esse ano!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Computação para Meninas: Adicionando Batom aos Bits e Bytes

Este é o tema do concurso de redações da revista SBC Horizontes. O concurso contará com as categorias estudante e profissional e os tópicos de interesse incluem qualquer assunto relacionado a ser aluna ou profissional (do sexo feminino) em Computação.
Haverá prêmios para o primeiro lugar nas duas categorias e menções honrosas para o segundo a quinto lugares. Maiores informações sobre os prêmios e o formato da redação podem ser vistas aqui.
Participe! O prazo para submissão é 31 de março de 2010.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

E a nova carreira da Barbie é.....

Engenheira de Computação! Pela primeira vez, a Mattel, fabricante da Barbie, deixou que o público escolhesse, por votação, a próxima carreira da boneca. As opções eram: engenheira da computação, arquiteta, ambientalista, âncora de jornalismo e cirurgiã. A notícia se espalhou rapidamente pelas redes sociais e listas de discussões entre mulheres na computação e o resultado foi meio milhão de votos para a engenheira da computação.

Muito se discute sobre maneiras de aumentar o interesse das jovens pelas áreas da computação e da tecnologia da informação e as mulheres envolvidas nesta discussão não perderam a chance de usar a boneca mais famosa do mundo como aliada nesta tarefa.

Para saber mais sobre a nova Barbie e ver uma foto desta engenheira da computação super estilosa veja o texto que saiu na coluna Bits do The New York Times.

domingo, 25 de outubro de 2009

Sobre a terceira edição do WIT no CSBC 2009 - Palestra da UNESCO

A segunda palestrante no WIT 2009 foi Gloria Bonder da UNESCO. Gloria destacou que existe uma impressão, por parte da sociedade, de que já vivemos em um ambiente igualitário, de que todos têm acesso a informação e têm chances de atingir seus objetivos. Mas segundo ela, isso não é verdade. A sociedade da informação e do conhecimento não é homogênea e isso, em parte, se dá pela existência de dois grupos distintos de pessoas: os nativos digitais e os migrantes digitais. Os nativos digitais são aqueles que nasceram na era da tecnologia digital e que desde cedo tiveram acesso a essa tecnologia. Já os migrantes digitais são aqueles que estão tendo que aprender como lidar com essa infinidade de opções tecnológicas para se inserir na sociedade da informação e do conhecimento.

Outro ponto levantado por Gloria foi a necessidade de evoluirmos de sociedade da informação para sociedade do conhecimento. Embora uma grande quantidade de informação seja disponibilizada para a/pela sociedade diariamente, não pode-se dizer que conhecimento esteja sendo gerado na mesma proporção. Segundo Gloria: "Conhecimento é resultado do processo de reflexão sobre a informação".

Ao tratar do caso mais específico da inclusão das mulheres na tecnologia da informação, Gloria destaca que a noção de genero mostra a distinção entre diferença e desigualdade. Embora existam diferenças entre os gêneros, não há razão biológica para desigualdades entre homens e mulheres. É importante que as mulheres não se conformem em ser apenas consumidoras, mas que sejam também desenvolvedoras e que participem na produção de conteúdo. Segundo ela a questão da mulher na tecnologia da informação não é olhada nas secretarias e organizações de gênero da América Latina. O foco está sempre voltado para questões do tipo: igualdade de salário, violência, participação política, entre outros.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

IEEE ComSoc Women In Communications Engineering (WICE)

O IEEE ComSoc Women in Engineering é um grupo da IEEE Communications Society (ComSoc) que tem o objetivo de promover mulheres engenheiras e cientistas. O grupo fornece um espaço para "networking" entre mulheres cientistas e profissionais na indústria que tenham como interesse comum o avanço das tecnologias de comunicação. Além disso, o WICE se propõe fornecer informações úteis sobre programas de crescimento profissional baseados na relação mentor-pupilo, bolsas de estudo, empregos e estágios bem como promover a troca de conhecimento e experiência entre as mulheres na engenharia. A "student chair" deste grupo é a brasileira Michele Nogueira, estudante de doutorado em Ciência da Computação na França.

Para participar do WICE basta fazer sua inscrição aqui. Você também pode participar da comunidade no Facebook.

sábado, 12 de setembro de 2009

Sobre a terceira edição do WIT no CSBC 2009 - Palestra da Google

No dia 20 de julho de 2009 aconteceu a terceira edição do evento Women in Information Technology (WIT) como parte integrande do XXIX Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC). O evento foi coordenado pelas professoras Claudia Bauzer Medeiros (UNICAMP) e Karin Koogan Breitman (PUC-Rio). O evento contou com três palestras e um painel para discussão das questões de gênero na Tecnologia da Informação.
A primeira palestrista foi Yolanda Mangolini - Manager for Talent & Outreach Programs da Google. Yolanda dividiu sua palestra em quatro partes: 1) o que é diversidade, 2) porque o foco em diverside tem se tornado tão importante e tão desafiador, 3) diversidade como uma estratégia de negócio e 4) diversidade na Google. Abaixo estão alguns dos principais pontos apresentados para cada uma das quatro partes.
  1. Yolanda classifica a diversidade em 3 camadas que formam um círculo. Na camada 1 , a mais interna do círculo, está a diversidade com relação a etnia, raça e gênero. Na camada 2, a camada do meio, está a diversidade com relação a experiência de trabalho, localização geográfica, educação e renda. Na camada 3, a mais externa, está a diversidade relacionada a função da pessoa dentro do organização. Com isso ela mostra que não só as mulheres, mas todos fazem parte da diversidade.
  2. Na segunda parte da palestra, Yolanda focou no baixo número de mulheres na Computação e também em cargos de gerência. Segundo ela, nos EUA 56% dos formandos em cursos superiores são mulheres, sendo que na computação esse número cai para 20% e para 14% quando considera-se apenas as universidades mais importantes do país. Ainda conforme os números apresentados por ela, no Brasil, o número de formandas em Computação na década de 80 era de 45% e hoje em dia não passa de 10%. Outro dado interessante apresentado por Yolanda trata de um estudo que indica que se até os 12 anos de idade a criança não se interessa por ciência é muito provável que ela não se interesse mais tarde. Por isso da necessidade de se divulgar a ciência entre as crianças. Sobre o número de mulheres em cargos de gerência, Yolanda ressalta que embora as mulheres constituam metade da força de trabalho nos EUA, elas ocupam apenas entre 4% e 8% dos cargos de gerência. Dado esse cenário, Yolanda diz que a Google quer entender o motivo destes números e descobrir como aumentá-los. Segundo ela, nos EUA as mulheres controlam 83% das compras em geral e 66% das compras em tecnologia e, portanto, precisam estar envolvidas no desenvolvimento dos produtos.
  3. Quando fala da diversidade como estratégia de negócio, Yolanda cita como exemplo a IBM. Segundo ela, a IBM foi a primeira empresa a se preocupar com esse assunto. No início, essa preocupação incluia apenas os negros, mas atualmente já inclui todos os outros tipos de diversidade. Como resultado da política de diversidade, a IBM conseguiu aumentar seus lucros de 10 milhões para 300 milhões em 2001 e de 370 milhões para 1.5 bilhão em 2003. Segundo Yolanda, para a Google, diversidade é importante não apenas porque é a coisa certa a se fazer, mas também porque é bom para os negócios. Os clientes da Google estão espalhados por todo o mundo e, portanto, é importante que seus funcionários reflitam essa diversidade. Ela usou uma analogia interessante para descrever essa idéia: se você coloca um monte de quadrados azuis juntos, como resultado você tem um quadrado azul. Mas, se você mistura quadrados, triângulos, círculos, etc. de cores diferentes o resultado é uma figura muito mais interessante.
  4. Na última parte de sua palestra, Yolanda destacou os diversos programas desenvolvidos pela Google para aumentar a diversidade na empresa, entre eles: programas para atrair crianças para a computação, bolsas voltadas para mulheres participarem em eventos técnicos, redes de mentores e eventos para desenvolvimento profissional para os funcionários.
Nas próximas postagens discutirei as outras duas palestras e os assuntos discutidos no painel.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Programação do WIT 2009 disponível!

A programação do WIT (Women in Information Technology) 2009 já está disponível aqui.
O evento, que tem o objetivo de discutir questões relacionadas a gênero e Tecnologia da Informação no Brasil, acontecerá no dia 20 de julho de 2009 durante o Congresso da SBC.
O programa inclui três palestras (Yolanda Mangolini - Google, Gloria Bonder - UNESCO, Jane Prey - Microsoft) e um painel de discussões. Participe!